Pés diabéticos não é uma doença comum, mas é muito bom ter conhecimento sobre ela e repassar para aqueles que precisem de esclarecimentos a respeito

Pés diabéticos
Pés diabéticos

Pés diabéticos não é uma doença comum, mas é muito bom ter conhecimento sobre ela e repassar para aqueles que precisem de esclarecimentos a respeito.

Mesmo que não seja muito divulgado, pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, quando não controlam adequadamente sua taxa glicêmica, podem sofrem de um problema popularmente chamado de pés diabéticos.

A má circulação nos pés e o enfraquecimento na pele podem causar ferimentos que demoram a cicatrizar e reduzem a sensação de calor e pressão sobre os pés, além de causar deformidades.

É possível prevenir pés diabéticos?

Toda prevenção passa pela necessidade de acompanhamento. Nesse caso, pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2 devem consultar sempre seu médico e estar atentos a sinais como: calos, ferimentos, rachaduras, descamação e ressecamento na zona dos pés; frieza ou coloração azulada, dor, queimação ou formigamento constantes nos membros inferiores.

O recomendado é que esse monitoramento se realize a cada 5 anos, nos pacientes com diabetes tipo 1 e anualmente naqueles diagnosticados com diabetes tipo 2.

Sintomas de pés diabéticos

A pessoa com pés diabéticos tem sintomas como: formigamentos; perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Normalmente a pessoa só se dá conta quando está num estágio avançado e quase sempre com uma ferida, ou uma infecção, o que torna o tratamento mais difícil devido aos problemas de circulação.

Os sintomas são mais frequentes após alguns com o diabetes mal controlado. Muitas pessoas passam a apresentar problemas de diminuição de circulação arterial e de sensibilidade em pés e pernas.

Prevenções de pés diabéticos

A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação. A medida principal é manter os níveis da glicemia controlados;  exame visual dos pés, diário; e avaliação médica periódica.

Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem devem passar, regularmente, por uma avaliação dos pés.

O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Deve-se verificar a existência de frieiras; cortes; calos; rachaduras; feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. Nas consultas, deve-se pedir ao médico que examine os pés. O paciente deve avisar de imediato o médico sobre eventuais alterações.

Mantenha os pés limpos

É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia. É melhor não esfregar a pele. Mantenha a pele hidratada, mas sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.

Evite os sintéticos

Outra dica para evitar pés diabético é usar meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.

Lave e seque bem as unhas

Antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado, ou uma tesoura de ponta arredondada.  O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser avisado do diabetes.  O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos. É melhor conversar com o médico sobre a possível causa do aparecimento dos calos.

Proteja os pés de prais e piscinas

É melhor que os pés estejam sempre protegidos. Inclusive na praia e na piscina.

Calçados ideais

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Antes de adquiri-los, é importante olhar com atenção para ver se há deformação.  As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos. Além disso, recomenda-se a não utilização de calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.

Como tratar pés diabéticos?

Além da avaliação médica periódica, é imprescindível manter o nível da glicemia controlado e realizar assepsia adequada nos pés. No intuito de melhor orientar a questão do cuidado com os pés diabéticos, a Associação Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, fornece algumas dicas, a partir do livreto abaixo:

Como tratar pés diabéticos
Como tratar pés diabéticos

Tudo o que você precisa saber pés diabéticos, confira o vídeo:

Para mais informações sobre pés diabéticos, acesse o site do SBEM

Artigo por Equipe Scarpin Preto com informações do site SBEM

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